Curso de Medicina da UFG projeta Institucionalização do estágio interprofissional no CeFIS
Em reunião com o NDE, a reformulação curricular impulsiona as diretrizes da educação interprofissional no PPC da graduação
Texto: Eduardo Almeida

A articulação entre as unidades acadêmicas da Universidade Federal de Goiás (UFG) ganhou um importante capítulo voltado ao fortalecimento da formação acadêmica e comunitária. A diretora do Centro de Formação Interprofissional em Saúde (CeFIS) do Campus Firminópolis da UFG, professora Bárbara Rocha, e a coordenadora pedagógica do Centro, professora Patrícia Tavares, estiveram na Faculdade de Medicina (FM) da UFG para uma reunião com o Núcleo Docente Estruturante (NDE) do curso. O encontro teve como foco central o alinhamento de diretrizes e o aprimoramento do estágio curricular comunitário desenvolvido pelo CeFIS em Firminópolis e São Luís de Montes Belos.
Durante o encontro, a professora resgatou a trajetória do estágio, sua estrutura e os referenciais teóricos sobre educação interprofissional que fundamentam as ações no território. Com informações científicas para a discussão, foram compartilhados os resultados da dissertação de mestrado do pesquisador Matheus Souza e Silva, que avaliou a disponibilidade atitudinal dos estudantes para as práticas colaborativas ao longo do estágio obrigatório.
Pontos de atenção
Com o curso de Medicina em pleno processo de reformulação curricular, a reunião serviu como catalisador para demandas estratégicas. A primeira deliberação central foi a necessidade de garantir a experiência no novo Projeto Pedagógico do Curso (PPC). Para Bárbara Rocha, o momento é propício e decisivo para fixar essa diretriz na formação dos médicos. "É muito importante a gente fazer esse marco conceitual no PPC da Medicina na UFG", destacou a diretora, defendendo que a educação interprofissional, as práticas colaborativas e as vivências de estágio estejam formalmente contempladas no documento.
Outro ponto de destaque foi a sustentabilidade da presença dos estudantes durante todo o calendário acadêmico. Atualmente, o internato abrange o quinto e o sexto ano do curso, mas o encerramento do ciclo dos alunos do último ano no mês de outubro gera uma lacuna de atendimento e vivência nos meses de novembro e dezembro. A proposta apresentada pela direção do CeFIS busca garantir que os 11 ciclos do estágio interprofissional contem com a participação contínua da Medicina, seja ajustando o calendário ou retomando a inclusão de alunos do quinto ano.
Após reflexões do grupo de docentes sobre a dinâmica do internato, encaminhou-se um consenso positivo. A professora Bárbara observou a receptividade dos colegas do NDE para sanar a interrupção temporária ao fim de cada ano: "Os professores compreenderam que é muito importante ter estudantes em todos os ciclos e que vão se esforçar na escrita do novo PPC para que isso seja contemplado, para que a gente não fique sem aluno em novembro e dezembro no estágio".
A agenda debateu ainda a infraestrutura docente para o acompanhamento das atividades de campo. O CeFIS solicitou a indicação de dois professores supervisores, preferencialmente especialistas em Medicina de Família e Comunidade, que disponham de carga horária dedicada para atuar no diálogo constante entre alunos, preceptores e equipes locais. A demanda surge do reconhecimento da complexidade operacional do trabalho no interior do estado, que exige presença frequente nas supervisões e reuniões de alinhamento.
Perspectivas futuras
A avaliação final do encontro apontou para uma convergência de metas entre a direção do CeFIS e a Faculdade de Medicina. Ao refletir sobre o alcance da reunião, Bárbara reforçou que a união de forças entre os núcleos pedagógicos é o caminho para consolidar o modelo interprofissional na Universidade. "As unidades acadêmicas por si só são muito potentes, mas unidas elas podem fortalecer ainda mais o estágio no CeFIS", ressaltou.
Segundo a diretora, a sinalização dada pelo NDE da Medicina confirma o apoio institucional à continuidade e expansão do projeto. "Ficou bem claro que a Faculdade de Medicina apoia, acredita e vai mobilizar esforços para que o estágio interprofissional tenha cada vez mais força, visibilidade e institucionalidade", concluiu a professora.
Fonte: Comunicação Centro Firminópolis
